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Fatos Históricos
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| A Terra O Tibet é chamado de Bod (Po) pelos Tibetanos, Bhot pelos Indianos, Tobet pelos Mongóis e Hsi-Tsang pelos Chineses. Possuia uma população de aproximadamente 1,5 milhões de habitantes antes de ser anexado pela República Popular da China em 1951. Depois da invasão a China enviou mais de 6 milhões de chineses para o tibet para fazer parte do contingente demográfico da região. Etnicamente, o Tibet inclui parte das províncias Chinesas de Ch'iang-hsi, Kansu, Szechwan e Yunnan; parte do Butão, Sikkim, e Nepal; e parte do Jammu e Kashmir. O povo desta vasta área do Tibet étnico diferem em costumes, vestimentas e dialetos; entretanto compartilham de um sistema religioso comum e da língua escrita. Lhasa é a capital do Tibet. O Tibet está localizado em um alto platô onde há uma grande falta de árvores e vegetação. As fronteiras do Oeste e do Sul do platô Tibetano são formadas pelos Himalaias. Por muito e muito tempo o Tibet foi tido como uma terra misteriosa e remota, o "topo do mundo", com uma paisagem totalmente coberta por gêlo e neve ou ainda como uma terra encantada, o Shangri-la de James Milton no romance Horizonte Perdido. Um lugar distante e aparte dos cuidados e problemas do resto do mundo. Inúmeras dessas descrições são originais e numerosas outras são completamente fantasiosas. A Tradição tem que o Tibet é a terra de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da compaixão, e que o povo Tibetano é seu descendente. Eles seguem as pegadas de suas ancestralidade até à cópula de um macaco, uma emanação de Avalokiteshvara, e uma ogresa, uma emanação da Deusa Tara, cuja geração resultou no nascimento do povo Tibetano no Vale Yarlung. A nação Tibetana primordial não possuia um governante até 127A.C., quando de acordo com uma lenda um Rei Indiano chamado Rupati voou sobre os Himalayas depois de sua derrota na guerra do Mahabharata e alcançou o Vale Yarlung. Lá ele foi entronado como Rei por doze sábios sacerdotes Bön que acreditando que ele havia descido dos céus deram-lhe o nome de Nyatri Tsenpo. A partir desta época, os Tibetanos desenvolveram uma civilização distinta mas simples fundada na idéia da inter-dependência do homem e a natureza. No período pré-Budista a religião e a cultura indígena do Tibet era a Bön, um fragmento do qual, apesar de transformado radicalmente através dos contatos com o Budismo, é ainda preservado entre as comunidades Tibetanas no exílio. A história desta terra e seu povo começa com uma lenda que nos fala de uma raça descendente da união de um macaco com uma ogresa, relatada minuciosamente em "Mirror of the Royal Genealogy of Tibet" (1388) pelo historiador Tibetano Sonam Gyantschen. Lá diz que o Tibet era uma terra onde os Ogres viviam livres sem a presença dos sêres humanos. Avalokitesvara - uma divindade conhecida como o Bodhisattva da Compaixão e Chenresi pelos Tibetanos - enviou ao mundo uma outra divindade transformada em macaco. Este macaco se uniu à ogresa , de onde nasceram 6 macaquinhos. Estes se multiplicaram em 500 mais. Eles comiam das frutas e grãos abundantes na terra. E com o passar do tempo, suas caldas foram encurtando e eles aprenderam a falar, aos poucos se transformando em sêres humanos, os ancestrais do povo Tibetano. Na época tudo era farto e eles aprenderam a trabalhar a terra e construiram cidades. Daí um rei do Tibet surgiu criando a distinção entre um soberano e seus súditos. Por volta de 100 A.C. a agricultura estava bem estabelecida e desenvolvida, juntamente com o aprimoramenmto de um eficaz sistema de irrigação, adaptado às condições naturais da terra. A Astronomia se desenvolveu pela necessiadade de ser compreender o clima e mudanças sasonais a fim de se encontrar a época adequada para se arar, plantar e colher. Com isto se desenvolveu um calendário próprio Tibetano. Com o advento do Budismo da Índia no século VII, o calendário Indiano começou a ser usado paralelamente, resultando eventualmente no calendário Tibetano em uso até hoje. É um calendário com 360 dias no ano, correspondendo aos ciclos da Lua. As diferenças do calendário solar são compensadas pela inserção de mêses extras a cada 19 anos. O calendário possui ciclos de 6 anos com 12 animais do zodíaco ( rato, touro, tigre, lebre, dragão, cobra, cavalo, ovelha, macaco, pássaro, cão e porco) combinando com os cinco elementos ( fogo, terra, ferro, água e madeira) para a distinção dos anos. Cada um dos elementos é usado alternadamente em seu aspecto masculino e feminino (yin e yang). A Medicina Tibetana surgiu de uma necessidade de se tratar as doenças existentes em condições climáticas tão adversas. Yutok Yontan Gonpo, considerado o fundador da medicina Tibetana, desenvolveu no século VIII um sistema para o uso de remédios que persiste até os dias de hoje. O seu Tratado possui 1.400 páginas identificando 84.000 doenças agrupadas em 1.004 categorias distintas, para os quais 2.000 misturas de ervas e minerais estão listados como remédios. Em Lhasa, sua capital, havia até recentemente uma instituição (Montsi Khang=a Casa no Morro) onde os monges eram treinados na arte da Medicina e Astronomia. Hoje já existe o Colégio de Medicina do Tibet com todas as técnicas e equipamentos modernos, mas sempre complementado pelo conhecimento tradicional da medicina antiga. Introduzido pela primeira vez em 173 D.C., durante o reinado de Rei Lha Thothori Nyantsen, foi assimilado gradualmente, e no século VII o Budismo se tornou a religião do Tibet sendo disseminado e finalmente integrado no modo de Tibetan de vida devido inicialmente aos esforços dos reis religiosos. O rei Srong Tsan Gampo tomou controle do reino cm a idade de treze e construiu Rasa Trulnang Tsuglag Kbang e Ramoche Tsuglag Khang, dois templos em Lhasa. Ele enviou seu ministro Thonmi Sambhota à Índia para aprender Sanscrito. E convidou o Acharya Kumara e o Brahmin Shankara da India e o Nepalês Acharya Shilmanju, que começaram a propagação e a tradução dos ensinamentos de Buda. Embora não houvesse nehum estudo evidente ou extensivo da doutrina Budista, o próprio Rei deu instruções para muitas pessoas afortunadas, na maioria concernentes aos ensinamentos do Arya Avalokiteshvara. Durante o reinado de Rei Trisong Deutsen, Budismo foi disceminado com grande zelo depois que ele convidou o Abade Shantarakshita e o Acharya Padmasambhava ao Tibet. A tarefa de se traduzir os ensinamentos de Buda foi levada com grande vigor e entusiasmo. Conta-se que um total de cento e oito eruditos indianos se engajaram com tradutores Tibetanos no trabalho de traduzir a literatura Budista para o Tibetano. Eles também tomaram parte no estabelecimento de mosteiros. Depois de três gerações, o rei religioso que Tri Ralpachen emitiu por um decreto que todo monge deveria ser apoiado por sete famílias. Ao mesmo tempo foram construídos milhares de templos. Ele também convidou muitos mestres Indianos como o Acharyas Jinamitra, Surendrabodhi e Danashila que com os tradutores do Tibetano Yeshede e outros revisaram e unificaram as primeiras traduções de acordo com uma terminologia revisada. Deste modo os ensinamentos de Buddha foram propagados por todo o Tibet. Infelizmente, este período dourado conhecido logo como a era dos Reis Religiosos do Tibet se acabou. O sucessor de Ralpachen, Rei Lang Darma, não apoiou os ensinamentos de Buddha. Os monastérios foram esvaziados e os monges despidos de seus mantos, sendo recrutados freqüentemente para o exército. Como o império Tibetano se desintegrou em principados pequenos, a cultura Budista Tibetana entrou em um período sombrio. Entretanto, na época que Mar Shakya Yeshi, Yogejung eTsang Rabsel, detentores da linhagem monástica do grande Abade Shantarakshita conseguiram escapar para a região de Domey (nordeste)do Tibet, onde com a assistência de dois monges Chineses, eles deram a ordenação completa a Lachen Gongpa Rabsel, que marcou a restauração da comunidade monástica Tibetana. Similarmente, com a chegada de Sadhupala e outros no alto Ngari (Tibet Ocidental), e a vinda do grande escolar de Kashmiri Shakyashri as linhagens monásticas foram enormemente expandidas e a comunidade multiplicada. Entre estes que foram ordenados por Gongpa Rabsel, Lumey e outros retornaramao Tibet Central e retauraram o Budismo lá, construindo mosteiros e templos e ensinando a doutrina. O revivificação mais vigorosa do Budismo, porém, estava acontecendo no Tibet ocidental onde o Lha Lama Yeshe Ö, seguindo os modos dos reis religiosos anteriores tinha despachado jovens Tibetanos para Kashmir, então um centro próspero de aprendizagem budista. O grande tradutor, Rinchen Zangpo (958-1055) e seu colega Legpai Sherab voltaram vitoriosos ao Tibet e espalharam a doutrina através de traduções, ensinamentos e a construção de Monastérios. A persistência de Lha Lama Yeshe Ö e seu sacrifício também criaram as condições para convidar o grande mestre Indiano Atisha ao Tibet. Ele reavivou a doutrina e dispersou muitas das más compreensões sobre ela. Ele compôs o texto famoso, Uma Luz no Caminho para a Iluminação que fixou o padrão para todo o caminho gradual. Entre os muitos discípulos deAtisha, Drom Tönpa que mais consolidou os ensinamentos de Atisha e fundou a tradição de Kadampa, foi o mais famoso. Durante este período, foi restabelecido o contato do Tibet com a tradição budista da Índia, e a influência de mestres diferentes conduziu a uma diversidade das linhagens dos mestres. Gradualmente três ordens novas principais, Sakya, Kagyu e Gelug surgiram. Nyingma foi identificada como a forma de Budismo introduzida desde a chegada de Guru Padmasambhava noTibet. Com a crescente influência dos Mongóis sobre o Tibet, a assim chamada relação monge-regentes foi estabelecida entre os governantes Mongóis e os Lamas Sakya do Tibet. Por conseguinte, em 1253 Kublai Khan, neto de Gengis Khan, ofereceu três províncias Tibetanas ao Lama Sakya Drogön Chögyal Phagpa cujos sucessores regeram o Tibet durante cem e cinco anos até 1358 quando eles perderam o controle do Tibet para Tai Situ Jangchub Gyeltsen. O controle subseqüente da linhagem de Phagmotrupa durou até 1435, seguido pelos reis de Rinpung que regeram por quatro gerações de 1435-1565 e os três reis Tsangpa de 1566-1641 Pela volta do século XVI, o poder e influência dos Gelugpa tinha crescido enormemente. A terceiro Dalai Lama, Sonam Gyatso (1543-1588), fortaleceu os prospectos políticos do Tibet quando ele trouxe os Mongóis de volta ao Budismo. Isto resultou de sua visita para a Mongólia em 1578 à convite de Altan Khan quem também lhe deu o título de 'Dalai Lama', significando 'Oceano de Sabedoria'. O quarto Dalai Lama, Yonten Gyatso, nasceu de uma família mongol, mas foi levado ao Tibet para ser educado. Em 1642, Gushri Khan colocou a regência espiritual e temporal do Tibet nas mãos do Grande QuintoDalai Lama, Ngawang Lobsang Gyatso (1617-1682). Ele fundou o governo Ganden Phodrang que hoje continua funcionando sob a liderança do XIV Dalai Lama. O primeiro mosteiro dentro dos princípios do Budismo foi construido em 779 em Samye ao sul de Lhasa. Foi fundado pelo Rei Tibetano Trisong Detsen ( que reinou de 755 à 797) sob a orientação dos famosos Panditas Indianos PADMASAMBHAVA, conhecido pelos Tibetanos como GURU RIMPOCHE ( o Mestre Precioso) e SANTARAKSHITA. O seu grande hall de 3 andares combinam estilos da arquitetura Indiana, Chinesa e Tibetana. Levou 12 anos para ser construido e as celebrações de inauguração duraram 1 ano. Com a construção deste mosteiro começou a organização da comunidade dos monges, chamados Lamas, a tradução das escrituras do Budismo e sua disseminação por todo o país. |
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Palácio de Potala, Lhasa |
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Guru RINPOCHE |
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Buda da Medicina |
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O alimento mais importante Tibetano é a farinha de cevada (rtsam-pa), que é consunida diariamente. Outros alimentos importantes são farinha de trigo, carne de yak, carne de carneiro e carne de porco Produtos laticínios como a manteiga, leite e queijo também são muito populares. Os povos das terras mais altas geralmente consomem mais carne do que os das regiões mais baixas, onde uma variedade de vegetais é mais fácil de se encontrar. Arroz geralmente é restrito para o consumno nas famílias mais abastadas, fazendeiros da fronteira do sul e monges. As bebidas mais apreciadas são chá e cerveja de cevada (chang). Chá amure da China e folhas de chá do Tibet são fervidos em soda. O chá é então descansado e vertido em uma batedeira, e são acrescentados sal e manteiga antes na mistura que é agitada. O chá resultante é de um branco avermelhado claro e tem uma superfície manteigosa grossa. Chang que é levemente intoxicante é grosso e branco e tem um gosto doce e pungente. Devido à altitude alta do Tibet, a água ferve a 90 graus Centígrados, e cozinhar com água é impossível. A dieta e comidas são peculiares no Tibet. A dieta Tibetana consiste principalmente em carne, leites e outras comidas de alto valor proteico. A ração principal é `Tsamba '. Chá é necessário. Viajantes normalmente trazem carne secada, tsamba, e chá para comidas. Tipos principais de Comida No inverno, carne de boi e de carneiro são cortados em faixas longas para serem secos ao ar dentro de buracos circulares no chão ou urnas feitas de pedra. Carne de boi e de carneiro secas se mantêm melhor e por mais tempo à medida em que as bactérias neles são mortas durante o processo de secagem no inverno intenso. Carne seca também empacota bem. No ano seguinte, a carne seca pode ser comida na brasa ou crua. Grandes pedaços de carne fresca são fervidos em uma panela. Sal, gengibre e temperos são adicionados. A carne é servida quando muda de cor. As pessoas pegam a carne com as mãos e as cortaram com suas facas. O peito e as costeletas são para os convidados. Os rabos de ovelha branca são para os convidados de honra. Se um homem jovem é tratado com um rabo de ovelha branca na casa de sua namorada, é indício de que ele pode ter esperanças. Há quatro tipos diferentes de lingüiças noTibet: sangue, carne, farinha e fígado. O leite é bebido fresco ou se faz iogurte, ou é separado agitando-o em manteiga e coalhos. A manteiga Tibetana é de fabricação caseira e pode ser processada e refinada em manteiga como em todo lugar. Manteiga é usada para comida com `Tsamba ', chá etc., ou para combustível de lamparina. Depois que é feita manteiga de leite, o que sobra fica azedo e se faz coalho. Coalho de leite colocado na boca e chupado ajuda a matar a sede sede e pode ser misturado com farinha de cevada para fazer um doce de coalho. O leite é fervido primeiro, depois de afastado de fogão, é somado um pouco de iogurte velho. Iogurte formará em alguns horas. Nas regiões centrais e ocidentais, o iogurte está magro e fino. No leste, é muito grosso para mecher. É mencionado iogurte no poema famoso 'a história de Gesar', e foi um alimento Tibetano por mais de 1,000 anos. Prato principal A comida principal é `Tsamba '. Isto é feito de cevada assada (com casca) moída à mão em farinha muito fina que é misturada com um pequeno chá e então enrolada em pequenas bolas e comida com as mãos. Manteiga, coalhos e açúcar somam um sabor a este prato. `Tubo ', um mingal de aveia da noite feito de bolas de farinha de trigo, tsamba, carne secada e um tubérculo chamados `Yuangen '. Chá Há três modos para fazer chá: chá simples, chá com leite e chá com manteiga. As folhas de chá mais comuns são produzidas na Terra de Han, como Fu Chá em Hunan, o Tou Chá em Yunnnan e o Ta Chá em Szechuan. A Forma de se beber chá no Tibet é um tipo de 'cultura do chá'. |
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Stupa |
Pelo fato de ter vivdo sobre um plateau quase que inacessível ao resto do mundo,
a nação Tibetana desenvolveu ao longo de sua história uma série de costumes e rituais. O Nascimento Poucos dias depois do nascimento de uma criança, parentes e amigos chegam para oferecer suas congratulações. Esta visita é chamada de "bangse" - uma palavra que significa "livrando-se da má sorte ". Este rituais datam de uma época anterior ao Budismo no períodod da religião BON. Assim que os visitantes entram em casa eles presenteiam um khata de seda para a mãe, e derramam cerveja de centeio e chá para a mãe pronunciando umas poucas palavras de benção sobre o bebê. Depois de um mês, um dia deve ser escolhido para a primeira saída de casa. A mãe e o bebê devem usar roupas novas. Uma borra de carvão é tirada do fundo de uma panela e passada na ponta do nariz da criança para que esta seja escondida do demônio. Eles vão a um templo para mãe orar para Buda e pedir longa vida para a criança. Normalmente são convidados parentes e amigos que possuem três gerações morandosob o mesmo teto para que a criança tenha a mesma boa fortuna. Quando chega a hora de dar um nome para a criança, ela é levada à alguem importante a quem eles presenteiam com um khata de seda. Os nomes escolhidos geralmente derivam do vocabulário Budista - Trashi (boa sorte), Tserin (vida longa), Dikyi (felicidade), Phuntso (satisfação), etc. Se a criança nasceu numa quinta-feira deve chamar-se Phubu, se foi numa terça, Myima; assim como Teshi, "o primeiro dia", Tsegyai, o oitavo dia". Existem nomes com outras idéias como Gorkkyai, "nascido para mim", Samdru, "meu desejo realizado", ou Chopa, "não mais". A Morte Os rituais de funeral são vários. Podem ser: celestial, na água, cremação, enterrado no solo ou colocado em uma stupa, de acordo com o status financeiro e social do morto e da família. A prática do funeral celestial é o mais usado, onde o corpo é envolto popr uma tecido branco e colocado num canto por três ou cinco dias. Um dia propício é escolhido onde o corpo é desnudado e enrolado em um cobertor e lã, chamado phula e depois levado para uma plataforma de pedra fora da cidade. É feita uma fogueira de pinho e cipreste para que dê bastante fumaça que serve de convite aos abutres sagrados. O corpo é dissecado pelas costas fazendo um monte de pequenos pedaços de carne. Os ossos são esfarinhados e misturados com manteiga fazendo-se uma bola que primeiro é jogada aos abutres e depois os pedaços de carne. Este ritual é realizado para que a alma se lberte. O funeral da água é realizado por pessoas muito pobre onde o corpo é desmembrado e jogado em um rio. O funeral no solo é reserva para pessoas que morreram com doenças contgiosas ou por ladrões, assassinos e outros criminosos. A lei lhes nega um funeral celestial e até mesmo da água. A cremação é usada para monges acadêmicos chamados Geshe, e outras pessoas importantes. Seus corpos são queimados e as cinzas espalhadas ao vento ou colocadas num rio. O Casamento Os casamentos no Tibet são arranjados. A sociedade era dividida em 8 classes e as pessoas só podiam se casar dentro delas. Casamento entre parentes também eram proibidos. Só recentemente, os jovens se casam por amor mas os velhos procedimentos de propostas e casamento ainda são respeitados No Tibet os casamentos são de três tipos: (1) Monogamia, (2) 'um marido e várias esposas'e (3) 'uma esposa e vários maridos'. Monogamia A maioria dos casamentos são monogâmicos. As famílias são patriarcais com os homens tomando as decisões importantes como; comprar e vender, pagar tributos às divindades, participar de corridas de cavalo, caçar, etc. As mulheres cuidam da casa, ordenham as vacas, torram e moem o trigo, fazem manteiga, fazem roupas e cuidam das crianças. As crianças de dez anos ou mais pastoram as ovelhas, catam estrume de yak (serve como combustível para a cozinha ou aquecimento) e buscam água no rio. Um marido e várias esposas A maioria dos Reis Tibetanos possuiam várias esposas. E ainda até 1949, o número de monjes no Tibet chegava a 110.000 em uma população de 1.000.000, 11% da população total ou 355 dos homens com idade para se casar, ocasionando assim uma redução substancial de homens disponíveis. Em áreas pouco populadas é muito raro se encontrar um marido adequado. Os pontos peculiares de um casamento deste tipo são: (a) casamento com a sogra, a mulher do tio ou a cunhada viúvas, (b) casamento com as irmãs da esposa e (c) casamentos com as enteadas. Uma esposa e vários maridos Para se manter a casa e evitar a divisão de uma propriedade algumas vêzes o filho mais jovem é enviado para um mosteiro para se tornar um monje. Com o mesmo propósito, depois que um irmão mais velho se casa, e os irmãos mais jovens crescem, eles compartilham a esposa. Normalmente é considerado como uma boa indicação de harmonia entre os irmãos para eles se casarem com uma só mulher. Algumas vêzes, os maridos não são irmãos de sangue mas possuem alguma relação econômica. A esposa possue um quarto só para ela e coloca um aviso com o nome do escolhido para aquela noite do lado de fora da porta. |
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CALENDÁRIO TIBETANO |
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| Conta
a história que no séc. VII a Princesa Wen-Cheng trouxe o calendário Tang para o Tibet,
mais tarde a Princesa Jin-Cheng fêz o mesmo. Aparentemente, elas aparentemente não
trouxeram com elas a parte teórica da Astronomia na qual o calendário era baseado. E
assim o Tibet ficou sem um calendário científico até o século XI. O principal propósito dos calendários Tibetanos eram: (1) prover uma tabela sasonal de trabalho para os fazendeiros, pastores, etc. (2) fixar a data de iluminação de Buda, pois Ele havia profetizado que o Budismo exisitria por 5.000 anos. Se soubessemos o dia preciso da iluminação de Buda, então saberíamos também o fim deste. A dica importante foi que houve um eclipse lunar completo no dia em que Buda se iluminou. (3) computar os eclipses da lua e do sol pois estes aumentariam em um milhão de vêzes a inteligência de uma pessoa. Portanto, era importante predizer a hora deles para um crente poder meditar ou estudar. Basicamente existem três tipos de calendários no mundo: (1) o calendário Solar.o Egipcio antigo, o Gregoriano, etc. (2) o calendário Lunar, o Islamico, o Judaico, etc. (3) e o calendário Solar-Lunar.que são o calendário Han, o Tibetano, etc. Muitas pessoas classifcam o calendário Solar-Lunar como um calendário Lunar. De fato, no calendário Solar-Lunar, o mês é contado pela posição da Lua, e o ano é contado pela posição do sol. Para 12 mêses lunares (um ano lunar), existem 354 ou 355 dias, o qual é 11 dias mais curto que o ano solar. Para compensar esta discrepância, um mês 'bisexto' é adicionado em alguns anos. A maneira apropriada para se adicionar o mês bisexto foi inteligentemente arranjada na Dinastia Tang nos calendários Han, e os calendários Tibetanos fizeram o mesmo. (veja abaixo). O Mês Bisexto O jeito foi pegar o ano solar e dividí-lo em 24 notas, as ímpares são chamadas 'jie', as pares são chamadas 'zhong-qi'. A distâncias entre as `zhong-qi's são sempre maiores em qualquer mês lunar. Aí os astrônomos Tang usaram as 12 `zhong-qi' como indicadores dos mêses.Se não existe uma `zhong-qi' em um mês específico, então não havia um indicador para o mês, e o mês se torna sem nome, e portanto torna-se um 'mês bisexto' (ou melhor, ele ocupa o indicador para o mês seguinte, e o mês seguinte se torna 'bisexto'). O comprimento e o Nome de um Mês A forma para se computar o comprimento de um mês é bastante peculiar no calendário Tibetano.Como na Astronomia Indiana, um hipotético 'dia lunar' é criado para atender a esta computação. Um Dia Lunar é a época em que a Lua cobre um ângulo aparente de 12 graus (1/30 dos graus de um círculo). Note que um Dia Lunar varia e pode ser maior ou menor do que um Dia Solar que também varia.Aqui se usa os limites de um Dia Lunar como indicador de um Dia Solar. Se os limites(início e fim) caem dentro de um dia Solar, o dia solar então terá dois numerais.Designiamos o primeiro numeral para aquele dia e o segundo não será mais usado. ISto é chamado de "data deixada de lado" ( `zhag chad'). Ou se não houver limites dos Dias Lunares para os dias solares, então aquele dia solar em particular deverá usar o numeral do dia anterior. Assim o numeral será usado duas vezes, e este segundo é chamado de 'data repetida' (`zhag lhag'). Desta maneira, um mês lunar é determinado e resultou que em um mês lunar os dias ficaram com 30 ou 29 dias. Note que os Tibetano apesar de adotar o método Han para se encaixar um 'mês bisexto' , por causa dos diferentes comprimentos dos dias, as posições do mês bisexto eram diferentes, o que afetará as datas do Dia de Ano Novo nestes dois calendários distintos. (veja abaixo). No começo, o Tibetano adotou o modo Indiano para dar nomes aos mêses de acordo com as estações da Lua. A data de início de um mês era fixada em relação à data da Lua Cheia.. Mais tarda, os Tibetanos mudaram para o costume Han de nomear o mês numericamente e começando o mês com a Lua Crescente ficando a Lua Cheia como a 15º dia do mês. Note que a Lua Cheia podia ser tanto o 15º como o 16º dia de um mês de acordo com o calendário han. Os Ciclos Sexagenarios - A contagem dos anos Os Tibetanos usavam o período de sessenta anos(rab-byung i.e., coelho de fogo) como na tradição Han. Depois do (yin) Coelho-fogo, vinha o (yang) dragão-terra, (yin) Cobra-terra, (yang)cavalo-ferro, (yin) bode-ferro, (yang) Macaco-água, (yin)Galo-água, (yang) Cão-madeira.(yin) Porco-madeira, (yang) Rato-fogo,etc. Note que os sinais Ýang' e 'Yin' eram irrelevantes e portanto comumente omitidos. Os 12 animais mais os cinco elementos (com o ferro substituindo o metal) formariam um ciclo de 60 anos. Ver mais na Página separada em O Calendário Tibetano |
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Historia do Tibet antes da Invasão Chinesa de 1949 Tibet tem uma história que se extende a mais de 2.000 anos atrás. Uma boa referência para se analisar o status do Tibet em toda a extensão deste período é que este país é sempre referido como a 'era imperial' do Tibet. Não havia nenhuma disputa sobre a existência do Tibet como um estado independente. Até a China em seus tratados com o Tibet se referem ao Tibet como um estado forte com o qual a China era obrigada a lidar em pés de igualdade. Mas ao longo de sua história, o Tibet as vezes extendia sua influência sobre os países vizinhos e em outros momentos caía sob a influência de poderosos gorvernantes estrangeiros como os Mongóis Khan, ou os Gorkhas do Nepal, os imperadores Manchu e até mesmo os governantes Britanicos da Índia. Devemos ressaltar que as leis internacionais, criadas pelos países para suas próprias proteção, e isto significa que um estado independente que já existia por séculos, como o Tibet, não precisa provar sua independência quando um estado estrangeiro reclama seus direitos de soberania sobre ele. No caso da China, se baseia na influência que os imperadores Mongóis e Manchuk exerceram sobre o Tibet nos séculos XIII e XVIII respectivamente. A media que o Império do Mongol Genghis Khan se expandia em direção ao oeste rumo à Europa e à leste rumo à China no séc. XIII, os líderes da escola Sakya do Budismo Tibetano firmaram um acordo com os governantes Mongóis para se evitar uma conquista do Tibet. Os Tibetanos ofereceram aliança política e bençãos religiosas e ensinamentos em troca de proteção. Este relacionamento religioso se tornou tão importante que quando Kublai Khan conquistou a China e estabeleceu a Dinsatia Yuan, ele convidou o Sakya Lama para se tornar o preceptor Imperial e o Pontífice Supremo de seu Império. A relaçào que se desenvolveu persiste até hoje entre os Mongóis e os Tibetanos como um reflexo de uma estreita afinidade racial, cultural e principalmente religiosa. Reclamar que o Tibet se torne parte da China porque ambos os países ficaram sujeitos ao controle Mongol é absurdo. Não existe nenhuma evidência que o Império Mongol fizesse parte da Administraçao da China. Seria reclamar que a França deveria pertencer à Inglaterra porque ambos caíram sob o domínio Romano. E o Tibet cortou relações com o Imperador Yuan muito antes da China recuperar sua independência dos Mongóis e instalar a Dinastia Ming. A Dinastia Ming que governou a China de 1368 a 1644 teve poucos contatos e nenhuma autoridade sobre o Tibet. Por outro lado, os Manchus, que conquistaram a China e estabeleceram a Dinastia Qing no séc. XVII, aceitaram o Budismo Tibetano e desenvolveram fortes laços com o povo Tibetano. O Dalai Lama que na época havia se tornado o líder espiritual e temporal do Tibet, concordou em se tornar o guia espiritual do Imperador Manchu em troca de proteção. No nível político, alguns Imperadores Manchu continuaram a exercer influência sobre o Tibet. E entre 1720 e 1792, os Imperadores Kangxi, Yong Zhen and Qianlong enviaram tropas imperiais ao Tibet quatro vêzes para proteger o Dalai Lama e o povo Tibetano de invasões estrangeiras ou de problemas internos. A influência Manchu não durou muito e foi totalmente ineficiente quando os Ingleses invadiram o Tibet em 1904, e cessou completamente com a queda da Dinastia Qing cortando todos os laços existente entre o Dalai Lama e o Imperador Qing. 1911 - 1950 De 1911 a I950, o Tibet conseguiu evitar qualquer influência estrangeira como um país independente. O 13º Dalai Lama enfatizou o status de país independente em comunicações formais à outros líderes estangeiros, e internamente, divulgando uma proclamação reafirmando a independência do Tibet e fortalecendo as defesas do país. O Tibet se permaneceu neutro durante a Segunda Guerra Mundial apesar da grande pressão exercida por parte da China e seus países aliados, Inglaterra e Estados Unidos. A História do Tibet desde a Invasão Chinesa Apesar dos 50 anos da ocupação Chinesa e das várias políticas para se destruir a identidade religiosa e cultural do Tibet, a determinação do povo Tibetano para preservar a sua herança e recuperar sua liberdade está mais forte do que nunca. 1949-51: A Invasão Chinesa O ponto crucial na história do Tibet ocorreu em 1949 quando o Exército de Liberação do Povo da China cruzou as fronteiras do Tibet e rapidamente venceram o pequeno exército Tibetano. Depois disto o Governo Chines impôs o chamado "Acordo de 17-pontos para a Liberação Pacífica do Tibet" em Maio de 1951. Um tratado que por ter sido assinado sob pressão o acordo foi anulado pela lei internacional. Assim que a China consolidava o seu controle, eles repetidamente ivolavam este tratado criando assim uma resistência que culminou no Levante Nacional de 1959 e conseqüente busca de refúgio do Dalai Lama na Índia. 1959: Destruição Em Março de 1959, o levante contra os Chineses foi brutalmente esmagado. O Dalai Lama - líder político e espiritual do Tibet - e mais 80.000 Tibetanos fugiram para a Índia e Nepal onde permanecem até hoje como refugiados. Nos anos que se seguiram e mais durante a Revolução Cultural Chinesa (1966 to 1976) milhares de mosteiros e templos foram saqueados e destruídos. Milhares de Tibetanos foram enviados para campos de trabalho e jamais foram vistos novamente. Depois da morte de Mao essa destruição maciça chegou a um fim, entretanto a China continua a negar aos Tibetanos seus direitos políticos, culturais e econômicos básicos continuando ainda a explorar seus recursos naturais. |
Depois de 1959: Destruição, Resistência e Reconstrução A destruição da cultura Tibetana e a opressão de seu povo foi brutal, particularmente durante a Revolução Cultural, nos 20 anos que se seguiram o Levante de 1959. 1.2 milhões de Tibetanos (1/5 de sua população) morreram como resultado da política Chinesa e muitos, muitos outros padecem em prisões e campos de trabalho forçado. Houve uma destruição sem precedentes de prédios Tibenos e artafatos religiosos. De mais de 6.000 mosteiros qua haviam no Tibet restaram somente 12, o resto foi destruído. Muitos foram usados como alvos para a artilharia Chinesa. Templos e outros prédios culturais e históricos foram destruídos e seus conteúdos pilhados.Mil anos de literatura Budista de incalculável valor, pinturas religiosas e artefatos ou foram destruídos ou vendidos no mercado internacional num esforço dos Chineses para arrecadar moeda estrangeira e para eliminar por completo a rica herança Tibetana. No exílio, mais de 200 monastérios e conventos de monjas se re-estabeleceram na Índia, Nepal e Butão. Cerca de 600 centros Budistas Tibetanos estão funcionando como centros religiosos e culturais em vários países ao redor do mundo. Em 1959, com a aceleração de agressão chinesa no Tibet. Sua Santidade o Dalai Lama buscou asilo na Índia. Ele montou um governo-no-exílio para cuidar da educação, cultura, determinações, monastérios e de assuntos políticos do Tibet. Deste modo, foram dados passos significativos para manter a herança cultural Tibetana. O Conselho para Assuntos Religiosos e Culturais é responsável para apoiar as atividades religiosas e culturais do Tibet como também do bem-estar das comunidades monásticas. Em 1980 Hu Yao Bang, Secretário Geral do Partido Comunista, visitou o Tibet - o primeiro oficial do alto escalão a fazê-lo desde a invasão. Alarmado com o grau de destruição que ele presenciou, ele pediu por uma série de reformas drásticas e por uma política de recuperação. Ele foi forçado a se resignar em 1987 e dizem que parcialmente foi por causa de seu ponto de vista em relação ao Tibet.Em 1981, Alexander Solzhenytsin descreveu o regime Chines no Tibet como "o mais brutal e desumano do que qualquer outro regime no mundo". Um relaxamento das políticas da China sobre o Tibet ocorreu muito vagarosamente depois de 1979 mas ainda continua severamente limitada. |
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Nas
últimas décadas os Chineses tem feito um esforço para re-popular
oTibet. Hoje, os Tibetanos são minoria em seus próprios país .Ainda é plano da
China transferir 500.000 Chineses como uma solução final para frustrar as tentativas
Tibetanas de reaver o seu país, pois irá se tornar impraticável a saída dos Chineses
do Tibet. Esta transferência em larga escala tem produzido uma inflação de 300% anuais
e uma taxa de desemprego jamais vista entre os Tibetanos. O Tibet que sempre foi um estado pacífico agora é uma zona militarizada com pelo menos 300.000 soldados Chineses em campanha o tempo todo; e pelo menos 1/4 do arsenal nuclear ( 350 mísseis nucleares) da China está armazenado em 5 bases diferentes. Ainda existem rumores de que a China está usando o Tibet com depósito de lixo atômico. Acredita-se que pelo menos 3.000 prisioneiros políticos e religiosos são mantidos presos em prisões e campos de trabalhos forçados onde a tortura ainda é muito comum. Existem relatos de que as mulheres Tibetanas são forçadas a abortar e à esterilização em massa. a alguns anos os fazendeiros Tibetanos reclamaram do "fertilizante"que eles foram obrigados a usar estava destruindo a colheita e matando os pássaros e animais. Recursos naturais e ecológicos estão sendo irreversivelmente destruídos. Algumas espécies foram extintas irreverssivelmente A China restringiu o ensino e o estudo do Budismo, a essência da cultura Tibetana. O Partido Comunista regula a admissão de monges e freiras nos mosteiros e a "educação política" é compulssória. Qualquer figura do Dalai Lama em mosteiros e templos é proibida e em 1995 esta proibição foi estendida para as escolas e lares. Em 1995 o Governo Chines raptou o garoto de seis anos de idade Gendun Chökyi Nyima e seus pais, logo depois dele ter sido reconhecido pelo Dalai Lama como sendo a mais recente reencarnação da segunda mais importante figura do Budismo Tibetano, o Panchen Lama. Até hoje ele está desaparecido. |
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Resumo das Relações Tibet - China 1. O Tibet foi invadido por tropas Chinesas em 1949. Mais de 1.2 milhão de Tibetanos morreram como resultado direto da ocupação, mais de 6.000 monastérios foram destruídos e milhares de Tibetanos foram presos e torturados por suas crenças religiosas e políticas. 2. Anexações forçadas são uma violação da lei internacional. O Artigp 2, secção 4 das Diretrizes das Nações Unidas proíbem expressamente a anexação pela força. Sob estas Diretrizes, os Estados Membros devem respeitar o direito dos povos à auto-determinação; os Tibetanos Têm o direito a isto como afirmado no Artigo 1, secção 2 das Diretrizes. 3. O Tibet é um estado soberano, independente, agora ocupado pela República Popular da China, e luta para reconquistar o seu status de independente. enquanto o governo da China se defende dizendo que o Tibet sempre foi parte da China, evidências histórias nos apontam até para o contrário. Os Tibetanos possuem uma cultura, religião e sistema político distintos. Como um estado independente, o Tibet possuía um estado soberano, sua própria moeda, sistema postal, língua, leis e costumes. Antes de 1951, o governo Tibetano já havia assinado tratados com naçòes estrangeiras incluindo a Inglaterra, Mongólia e Nepal. 4. Sua Santidade o Dalai Lama, líder político e espiritual do Tibet, escapou do Tibet em 1959. Ele foi para a Índia e estabeleceu um Governo-no-exílio Tibetano em Dharamsala, Noroeste da Índia, região da Caximira. Estíma-se que 130.000 refugiados Tibetanos vivem no exílio em todo o mundo. Neste mundo de violência, os Tibetanos, como Budistas devotos, valorizam os princípios da não-violência e da compaixão e continuam em sua luta predominantemente de não-violência pela liberdade. 5. O Tibet é um país vasto com um território quase do mesmo tamanho da Europa Ocidental. A maior parte do Plateau Tibetano está a 4.600 m de altitude. É ainda a origem dos sete maiores rios da Ásia que fornecem água para cerca de 2 milhões de pessoas. Desde 1959 os Chineses têm ameaçado o ambiente frágil do Tibet com minas terrestres, depósito de lixo nuclear e um extenssivo deflorestamento que podem seriamente afetar a condição de todo o planeta com relação aos padrões climáticos. Uma das conseqüências da destruiçào de florestas já tem aumentado as inundações ao longo do Rio Yantse, tendo matado já milhares de pessoas e gado e destruindo milhões de acres de boa terra para plantio. Espécies têm sido eliminadas e outras estão à beira da estinção. O lago mais sagrado do Tibet, o Yamdrok Tso, está sendo drenado para uma hidroelétrica governamental. O governo Chines ainda continua com seus planos para completar uma estrada de ferro da China até Lhasa. 6. A Região Autônoma Tibetana (R.A.T.) hoje cobre somente uma pequena fração do que foi o tibet de outrora. O governo Chines dividiu o Tibet em várias regiões e prefeituras. A Região Autônoma Tibetana (R.A.T.) - que foi definida em 1965 - encampa somente as regiões central, ocidental e parte da oriental do Tibet. Muito mais que a metade do que foi o território original do Tibet - incluindo todo o Amdo e grande parte do Kham - foram absorvidas como parte do território Chines (a província de Qinghai, e partes de Sichuan, Gansu e Yunnan). 7. Atualmente no Tibet não existe liberdade de palavra, religião, imprensa e reuniões, e ainda continuam as prisões arbitrárias. De acordo com organizações internacionais de direitos humanos, existem aproximadamente 1.200 prisioneiros políticos no Tibet, incluindo o pequeno Panchen Lama de 11 anos que foi abduzido pelo governo Chines em 1995; e centenas de outros lamas, freiras e pessoas comuns. 8. A política governamental Chinesa com relação aos Tibetanos tem forçado abortos, esterilização e a transferência de milhares de cidadãos Chineses para o território Tibetano, ameaçando ainda mais a sobrevivência e soberania do povo Tibetano. Os Tibetanos estão se tornando minoria em seu próprio território. 9. O desenvolvimento no Tibet não tem beneficiado os Tibetanos. A China tem gasto milhões de dolares construindo uma infra-estrutura no Tibet, na qual , a maioria são estradas, prédios administrativos e fábricas direcionadas principalmente para a militarização do Plateau Tibetano. O Tibet de hoje se assemelha mais a um estado militar com milhares de tropas e polícia baseadas na área urbana e nos arredores. onde raríssimas oportunidades econômicas e de emprego beneficiam o povo Tibetano. 10. Os recursos minerais do Tibet são agora para o desenvolvimento industrial da China. Os maiores depósitos de Urânio e Boro, a metade do Lítio do mundo, o maior depósito de cobre da Ásia, um enorme depósito de ferro e mais de 80.000 minas de ouro - resumindo 40 % dos recursos minerais declarados pela China estão em território Tibetano. A florestas do Tibet são a maior fonte de madeira à disposição da China; estima-se que em 1980, o equivalente a $54 Bilhões de dolares em árvores pela China ( e ainda hoje um Tibetano pode ser preso por arrancar uma árvore). O Tibet também contém uma das maiores reservas de petróleo na região. 11. Um relatório de 1997 da Comissão Internacional de Juristas no Tibet mostra que a China continua a praticar uma política de genocídio contra os Tibetanos no tibet. 12. Políticos Americanos se sentem relutantes em impor sanções comerciais na China por ela representar um grande potencial mercadológico e financeiro. 13. Pouco se tem feito para pressionar a China a melhorar seus registros com relação aos Direitos Humanos. Apesar da ONU ter aprovado resoluçòes com respeito ao Tibet em 1959, 1960, e 1965, há um silêncio constrangedor com relação a este assunto. Como a China tomou o lugar de Taiwan como Estado membro das Naçòes Unidas, ganhando um assento permanente no Conselho de Segurança em 1971, ninguém tem confrontado a China com relação à questão Tibetana. Mesmo em 1999, na sessão do Comissariado para os Direitos Humanos, em Genebra, falhou-se em passar qualquer resolução condenando - ou mesmo chamando a atenção - dos registros dos direitos humanos da China. 14. Por tudo isso, somos a favor de resoluções de não-violência em prol da liberdade do povo Tibetano. Oramos e pedimos por negociaçòes (sem precondições) entreo Sua Santidade o Dalai lama, O Governo-no-Exílio Tibetano e a liderança Chinesa. Acreditamos que somente através de um diálogo efetivo pode-se conseguir maiores progressos nesta questão. |
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| Criada em 28 Jul 2000 | Última Atualização em 27 fev 2003 |