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Sociedade dos Poetas Mortos
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| Fernando Pessoa | ||
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"Tenho
tanto sentimento |
Fernando Pessoa |
O Ultimo Sortilégio 'Já repeti o antigo encantamento, e a grande Deusa aos olhos se negou. Já repeti, nas pausas do amplo vento, as orações cuja alma é um ser fecundo. Nada me o abismo deu ou o céu mostrou. Só o vento volta onde estou todo e só, e tudo dorme no confuso mundo.' |
Fernando Pessoa |
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Eu amo tudo o que foi, Tudo o que já não é, A dor que já me não dói, A antiga e errônea fé, O ontem que dor deixou, O que deixou alegria Só porque foi, e voou E hoje é já outro dia. |
Fernando Pessoa, 1931. |
| As nuvens são sombrias Mas, nos lados do sul, Um bocado do céu É tristemente azul. Assim, no pensamento, E esse bocado é que é |
Fernando Pessoa, 5-4-1931 |
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Poema em linha reta Nunca conheci quem tivesse levado porrada. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Arre, estou farto de semideuses! Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado, |
Fernando Pessoa
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Por linhas tortas, eu, indesculpavelmente incorreto, tento caminhar reto por entre semideuses. E como já dizia o poeta: “Onde é que há gente no mundo?” |
Sergio Pereira Alves | |
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Sonho.
Não sei quem sou neste momento.
Minha alma não tem alma.
Se
existo é um erro eu o saber. Se acordo Não tenho ser nem lei. Lapso
da consciência entre ilusões, Coração de ninguém. |
Fernando Pessoa, 6-1-1923 |
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| Grandes mistérios habitam O limiar do meu ser, O limiar onde hesitam Grandes pássaros que fitam Meu transpor tardo de os ver. São aves cheias
de abismo, Então desperto do sonho |
Fernando Pessoa, 2-10-1933 | |
| Rabindranath Tagore |
Eu
perdi o meu coração no empoeirado caminho deste mundo; |
Rabindranath Tagore (49, livro "Travessia") |
| Mário Quintana | Da primeira vez em que me assassinaram Perdi um jeito de sorrir que eu tinha... Depois, de cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... E hoje, dos meus cadáveres, eu sou O mais desnudo, o que não tem mais nada... Arde um toco de vela amarelada... Como o único bem que me ficou! Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada! Ah! Desta mão, avaramente adunca, Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada! Aves da noite! Asas do Horror! Voejai! Que luz, trêmula e triste como um ai, A luz do morto não se apaga nunca! |
Mário Quintana |
| Paulo Leminski | Transpenumbra tempestade que passasse deixando intactas as pétalas você passou por mim as tuas asas abertas passou mas sinto ainda uma dor no ponto exato do corpo onde tua sombra tocou que raio de dor é essa que quanto mais dói mais saí sol? |
Paulo Leminski |
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Carlos Drummond de Andrade
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Memórias
Amar o perdido Nada pode o olvido As coisas tangíveis Mas as coisas findas,
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Pablo Neruda
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EL viento es un caballo: Quiere llevarme:
escucha Escóndeme en tus
brazos Escucha cómo el
viento Con tu frente en
mi frente, Deja que el viento
corra
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HAIKAI |
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| Criada em 17 Junt 2000 | Última Atualização em 05 fev 2010 |