Objetos e Rituais |
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Malas ou Rosários Malas (rosários, Îphreng ba) são objetos religiosos muito importantes para todos os Budistas Tibetanos e são usados para calcular o número de mantras recitados que um praticante faz com sua atenção em uma imagem ou yantra. Eles são usados para contar mantras, orações e prostrações. As recitações podem ser em uma sessão de meditação, em retiro ou em qualquer outra atividade diaria. Os rosários Tantrika clássicos são feitos de concha, pérolas, rodhra (symplocos racemosa), cristal, rudraksha, tulsi (basil), rubis, ouro, sementes de lotus, ossos/dentes de um crânio. Os malas de cristal ou sementes são apropriados para práticas que se concentra em deidades e Budas pacíficos, são também usados pelos lamas que fazem adivinhações. Os malas de osso são mais apropriados para meditações em divindades ferozes. No Nepal existem os malas de caveiras relacionados ao Budismo Tântrico.No Tibet, as contas divisórias podem ser de pedras semi-preciosas. Os mais preciosos são os feitos de ossos de homens santos ou de lamas. Os malas Tibetanos normalmente são divididos em quatro grupos de 27 contas por três contas um pouco maiores que representam as Três Jóias (Buda, Dharma, Sangha) e ainda possuem um "dorje"( um raio) e um "drilbu" (um sino) em seus contadores.No Japão ele possuem 112 contas e são feitos de madeira. Na Coréia, onde também se usa bastante o mala,apesar de seu uso ter ficado mais restrito durante um período em que o Budismo foi banido de lá (1392-1910). No mala Coreano além das 108 contas ainda existem duas outras contas maiores usadas em orações especiais. O número das contas podem ser 27, 54 ou 108 . No Hinduismo ele tem sempre uma conta extra a mais - chamada o Meru, ou a conta GURU, que simboliza a Fonte Espiritual ou o Mestre, para que se saiba quando o ciclo está terminado. Há algumas variações, em alguns Malas, além das 108 contas existem outras quatro, um pouco menores, nas posiçòes 7 e 21, para facilitar em certas orações e mantras que devem ser recitados este número de vezes. Há ainda um outro, tibetano, que possue três contas menores separando as 108 contas em quatro grupos de 27. Estas contas diferenciadas não são para serem contadas. A repetição das palavras 108 vezes tráz o benefício da Numerologia, por ser um número poderoso que comanda a afirmação do mantra. Toda recitação de qualquer mantra apressa o seu processo na aquisição de benefícios espirituais no sentido de ampliar os efeitos "positivos" e diminuir as "toxinas". Expulsar o mal e encher o seu coração e o de todos os seres humanos de paz e bem-aventurança. Ganhar méritos em seu caminho para a iluminação. No Budismo, o número 108 é altamente auspicioso. No Budismo japones costuma-se tocar um sino 108 vezes no início do ano como boa sorte para o ano vindouro. Em outras seitas Budistas, é sabido que são 108, o número de pessoas que alcançaram o Nirvana ou o Budato, mas que escolheram reincarnar na Terra para aliviar o sofrimento da humanidade. Estes são os 108 Bodisatvas. Na simbologia religiosa, o número 108 não é único no Budismo. De fato, ele deriva das religiões Arianas primitivas onde o número 108 estava relacionado com o calendário lunar, com a computação da extensão dos yugas ou eras cósmicas e na adoração de divindades como Bhairava/Shiva e Kali. O significado do número 108 se extende aos antigos Sumérios onde 108+252 era uma combinação numérica associada à divindade Inanna. Usar um mala é uma escolha sempre muito pessoal. Pessoas usam as contas de várias maneiras diferentes e para diferentes objetivos. Estas contas pode ser feitas de concha, pedra, gemas preciosas, sementes ou mesmo de vidro. Em quase todas as eligiões usam-se contas para se contar orações, mantras ou exercícios espirituais. Cada tradição religiosa possue sua própria crença e estórias de como eles começaram a usar as contas. Apesar de Mulçumanos e Cristões defenderem o seu uso pela primeira vez, tudo indica que foi na religião Hindu onde ele surgiu.
De uma forma mais generalizada, independente da tradição, o uso do mala é para criar um sentimento de tranquilidade e paz interiores, não somente para o praticante como também para toda a comunidade. Com a recitação de um mantra espulsamos as "toxinas" deixando espaço para um sentimento de paz e tranquilidade que tornará o praticante mais próximo para alcançar o Nirvana. Como usar o Mala
1. Segure o mala na mão direita. 2. Mantenha o mala entre os dedos polegar e médio, na primeira conta depois da principal. 3. Passe suavemente para a conta seguinte, à medida que canta em voz alta um mantra. 4. Passe para a conta seguinte e cante novamente o mantra. Em seguida, passe para a próxima e repita o processo, assim por diante. 5. Ao chegar à última conta antes da principal (que não é cantada), vire o mala e continue a cantar, começando com a conta na qual você terminou a volta (uma volta tem 108 contas). 6. Cante uma ou mais voltas por dia, de acordo com suas possibilidades, mas nunca cante menos do que o número que você determinou-se a cantar. Alguns devotos iniciados cantam pelo menos 16 voltas por dia. Embora não existam regras fixas e inflexíveis para cantar um Mantra, apresentamos adiante algumas dicas que podem ajudá-lo neste processo: a. Cante com sentimento, como se você fosse uma criança clamando pela presença da sua mãe. b. Cante com nitidez, ouvindo cada sílaba e fixando a mente no som do maha-mantra. c. Cante sem interrupções, como um rio fluindo para o oceano. |
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Jogo de Vajra e SinoO cetro ritualístico (vajra, rdo rje) e o sino (ghanta, dril bu) são os objetos mais importantes no budismo Vajrayana. O Vajara simboliza o aspecto masculino da iluminação freqüentemente ligado à meios habilidosos, compaixão ou benção. O vajra desenvolveu-se a partir do cetro-raio empunhado pela divindade Védica Indra. Quando usado em um ritual ele é usado junto com um sino que representa o princípio feminino da sabedoria. Estes princípios gêmeos de compaixão e sabedoria são indispensáveis para a conquista da iluminação. Apesar do usos desses objetos variar de ritual para ritual, eles são usados principalmente para acompanhar rituais com gestos (mudra, phyag rgya) para evocar Budas e Bodhi-sattvas, ou para se fazer oferendas musicais para as várias divindades. São usados também como enfeites nos altares da família. Acredita-se que manter um jogo desses dentro de casa efetiva-se o equilíbrio no ambiente. O sino é feito com uma mistura de mais de doze metais e produz um som peculiar e é usado em muitas músicas tantricas. O punho do sino e o Vajara são feitos de bronze. |
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Tambores ChodUsados na meditação Chod (exorcismo do ego) foram desenvolvidos pela mística Tibetana do século XIII Machik Labdon. Esste grande tambor redondo é usado junto com um sino e uma corneta feita de um osso da coxa humana para criar um estranho e assustador acompanhamento musical para o ritual esotérico de "corte" ou ãchödä (gcod). O tambor é feito de duas bacias de madeira unidas pela base, com os dois lados abertos cobertos com uma pele tingida de verde. Uma fita entrelaçada de pano é amarrada em volta do tambor dexando uma parte sobrando para servir de cabo. Existem também duas cordas amarradas uma de cada lado, com uma bola sonora de pano costura no final de cada corda para produzir um som quando o tambor é girado. Apesar de ser considerada popularmente um ritual de exorcismo, em um sentido mais profundo, a cerimônia ãchödä tem o objetivo de 'cortar' (gcod) as distorções conceituais (vikalpa, rnam rtog) que dão iníco ao processo da dualidade no mundo aparente., i.e., a crença em um sujeito que compreende e um ogjeto que é compreendido. Este sentido de dualidade no mundo aparente levam a todos os egotismos e condições emocionais cujas presenças matem os seres sencientes aparte da realização de suas verdadeiras naturezas, i.e., a natureza de Buda (tathagatagarbha, de bzhin snying po). Portanto é necessário eliminar ou servir a estes processos discurssivos. E à medida que isto é feito, a pessoa se torna livre de todas as dicotomias inclusive o medo do nascimento e morte, etc. A meditação que acompanha o ritual toma a forma de um sacrifício no qual o praticante imaginativamente oferece o seu corpo, os sentidos e a própria vida para a manifestação feminina de Buda. O rito é uma evocação alucinatória durante o qual divindades terríficas e demônios aparecem para o praticante. Na realidade, é recomendável que a prática do chöd seja levada fora nos cemitérios cheios de corpos, chacais e abutres para que o sentido profundo de ego do praticante se manifeste ainda mais forte do que normalmente é para que seja completamente secrificado. |
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DamaruO tambor damaru, geralmente usado junto com o vajra e o sino na meditação tantrica, simboliza o poder do controle sobre as energias sutís do corpo, conhecido em Tibetano como tummo, ou "calor interior". São feitos de madeira cinzeladas na forma de duas caveiras humanas atadas uma na outra ao reverso. |
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Chocalhos TingshaFeitos de uma tradicional liga de dezesete metais em uma mistura que cria um belo som e são usados na prática tatrica para trazer harmonia com os espíritos que estão no ambiente. São usados também como oferendas melódicas na música tantrica ou no início e no final de uma meditação; e para limpar e levantar o ambiente. |
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Lamparinas de manteigaAs sete tigelas (ting) de oferendas, normalmente se referem às 'sete magnificências' (bdun mtshar), juntas com iluminação na forma de lamparinas ou velas ( ou mesmo uma lâmpada elétrica, nos dias de hoje), representam as oito oferendas tradicionais Tibetanas. Este costume é derivado de um costume Indiano, ainda praticado hoje, de ofertar oito hospitalidades à um visitante em sua casa: água para beber, água para se lavar os pés, flores, incenso, iluminação, creme perfumado, fruta e música. De modo alternado a água pode ser oferecida em todas as sete tigelas. As tigejas são enchidas com água limpa, clara e fria (yön chap) toda manhã e esvaziadas à noite. As oferendas na tigela variam na qualidade dependendo das posses da pessoa e podem ser esculpidas graciosamente e encrustadas com pedras preciosas e jóias. As lamparinas de manteiga pode ser encontradas em tos os altares nos lares Tibetanos, como também em todos templos, mosteiros, cavernas sagradas e lugares de poder. |
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| Rodas de oração Budistas Tibetanos acreditam que pela rotação do canastrel de metal da roda de oração( que é recheada com um rolo de papel com orações e mantras impressos), eles acumularão méritos e karmas virtuosos que por sua vez lhes garantirão um renascimento em um dos três reinos superiores do ciclo de existência (samsara, Îkhor ba), i.e., os reinos dos deuses, semi-deuses, e seres humanos. As rodas de oração são normalmente usadas por Budistas leigos juntamente com outras práticas leigas como a recitação de mantras e a circunambulação em locais de peregrinação. Pessoas leigas, por falta de tempo, provavelmente favorecem essas práticas no lugar de práticas mais rigorosas e que demandam mais técnicas usadas pelos especialista religiosos. Cada rotação da roda é considerada ao equivalente à recitação de qualquer que seja o mantra dentro do canastrel, permitindo ao praticante rapidamente acumular o mérito necessário para se evitar sofrimento indesejáveis em vidas futuras. A rotação do canastrel é mantida pelos movimentos hábeis do punho, ajudada por um peso que é atado ao canastrel por uma corrente de arames curta. |
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| Adaga de ritual A phurba (kila, phur pa, o som é Pfru-pa) ou adaga de ritual é um implemento de ritual tantrico usada simbolicamente para se consquista espíritos malígnos ou estados emocionais negativos, como também para se desviar de obstáculos. As phurbas são usadas em ritos esotéricos por praticantes esotéricos de alto nível. A phusrba é feita em três segmentos separados: a cabeça, a canela e a lâmina triangular. A lâmina de três lados possui duas criaturas parecidas com serpentes chamadas nagas (klu) entrelaçadas em volta dela, e acima de cada um dos cantos da lâmina existe um crocodilo dourado (makara). A canela é englobada por dois lotus no centro, com o que parece ser desenhos de nós decorativos em ambos os lados. Finalmente, no topo da adaga estão as três cabeças da divindade Vajrakilaya, cada uma com trê olhos, cabelos e sobrancelhas espessas flamejantes, e coroas de caveiras ornadas com turquesa A cabeça tríplice é coroada com uma miniatura de um meio-vajra. Quando se usa a phurba, o praticante recita a liturgia apropriada e convida a divindade verdadeira a permanecer dentro da adaga. O praticante então imagina que está deste modo amedrontando ou subjulgando os espíritos malígnos espetando-os com a lâmina. |
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Thangkas Conhecidas em Tibetano como göchen thangka (imagens em pergaminho de tecido-precioso) ou göku (imagens em tecido), estas figuras são um trabalho em retalhos de fina seda e brocados. É costume na prática Budista fazer oferendas valiosas para seres iluminados para aumentar o seu mérito ou potenciais positivos e para adiantar o progresso de alguem ao longo do caminho espiritual em direção a iluminação.-- como também ter o benefício da boa sorte pelo caminho. São comuns oferendas em ouro, prata, manteiga (um símbolo de tudo de bom para o Tibetano), comida, pedras preciosas e semi-preciosas. Entre os materiais valiosos para os budistas Tibetanos e povos dos Himalaias está a seda que naturalmente se tornou uma oferenda apropriada e era usada para criar imagens religiosas de grande valor tanto material quanto espiritual. Geralmente as Thangkas era, e ainda são, pintadas com pigmentos minerais e ouro em uma lona de algodão que é então emoldurada em um brocado de seda. A mais antiga costura conhecida para se criar uma thangka data do século XIII quando imagens eram tecidas e bordadas na China e ofertadas como presentes aos governantes Tibetanos. Estas peças combinavam um estilo artístico Tibetano com técnicas textil Chinesas. No século VX as primeiras thangkas em tecido foram feitas no Tibet. Utilizando-se técnicas de aplique indígenas há muito usadas na feitura de tendas nômades, roupas de rituais de dança, e decorações de altar, os artistas Tibetanos criaram uma nova forma de thangka. A popularidade dessas novas thangkas costuradas e bordadas se avolumou nos séculos XVIII e XIV e se espalhou por toda a região Budista Tibetana, com exemplos feitos na Mongólia, Butão como também no próprio Tibet. A maioria dos mosteiros tinham suas próprias oficinas de costura e algumas thangkas que eles expunham em determinados festivais. A peças de seda eram especialmente adequadas para se fazer peças muito grandes, algumas com vários andares de altura, que eram desenroladas nas encostas de uma colina um nas fachadas de palácios e mosteiros em feriados especiais ou cerimônias.Tais imagens gigantescas eram feitas por grupos de cozedores sob a direção de um mestre costureiro/ ou um mestre pintor de thangka. Na Mongólia o trabalho de costura era amplamente executado por mulheres e no Butão e Tibet era feito quase que exclusivamente por homens. Imagens menores também eram feitas para se usar em templos ou np altar pessoal de um praticante. |
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| Criada em 02 Set 2000 | Última Atualização em 25 fev 2003 |