| Fatos sobre Jung | ||
"Eu logo cheguei à compreensão que quando nenhuma resposta vem do interior para os problemas e complexidades da vida, eles definitivamente significam muito pouco. Circunstâncias externas não são substitutas para a experiência interna. Logo minha vida tem sido singularmente pobre em acontecimentos externos. Eu não posso dizer muito sobre eles, pois isto me pareceria vazio e insubstancial. Só posso compreender-me sob a luz dos acontecimentos interiores. São eles que constituem a particularidade da minha vida e é deles que trata minha auto-biografia."Memória, Sonhos & Reflexões. C.G. Jung |
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| Linha do Tempo | ||
| 1875, 28 de Julho | Nasce C.G. Jung em Kesswill ( cantão da Turgovia, Suíça), filho de Jean Paul Achille ( 1842-1896), pastor e de Emilie, nascida em Preiswerk ( 1848-1923). | |
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1878 | Primeira lembrança de um sonho:"Eu estava no campo e de repente descobri um buraco escuro e retangular, no chão.Eu nunca o tinha visto antes.Eu corri até lá e me debrucei sobre ele. Aí eu vi uma escadaria de pedra que ia para baixo. Hesitante e com medo eu desci.No fundo havia um portal em forma de arco, fechado por uma cortina verde.Era uma cortina grande e pesada trabalhada com algo parecendo brocado, e parecia muito suntuosa. Curioso para ver o que tinha por tras, eu a puxei para o lado. Eu vi diante de mim na penumbra um quarto retangular que tinha uns 9 metros de comprimento. O teto era arqueado e de pedra aparente. O chão era de lajotas, e no centro um tapete vermelho corria da entrada atá uma plataforma baixa. Nesta plataforma havia um rico trono dourado. Eu não estou certo, mas talves com com uma almofada vermelha no assento. Era um trono magnífico, um verdadeiro trono de rei dos contos de fadas. Algua coisa esta de pé nele no que eu pensei primeiro que era um tronco de uma arvore de uns 3,5 a 4,0 metros de altura e 60 cm de diâmetro. Era uma coisa enorme que quase alcançava o teto. Mas ele era de uma constituição curiosa: ele era feito de pele e carne, e no topo tinha uma cabeça redonda sem rosto e nenhum cabelo. No topo da cabeça tinha um único olho, imóvel, firmado para cima. Era um quarto com alguma iluminação apesar de não haver janelas e nenhuma fonte de luz aparente. Sobre a cabeça, entretanto, havia uma aura luminosa. A coisa não se mexia mas eu tinha a sensação de que poderia se despregar do trono e se rastejar como uma minhoca em minha direção. Eu estava paralizado de terror. Neste momento eu escutei, de fora e de cima, a voz de minha mãe. Ela dizia, "Sim olhe para ele. Aquele é o devorador de homens!". Aquilo intensificou o meu terror ainda mais e eu acordei suando e morrendo de medo. Por muitas noites seguidas eu fiquei com medo de ir dormir temendo ter um outro sonho como aquele." |
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| 1879 | A família vem morar em Klein-Hüningen, perto de Basiléia. Jung frequenta o ginásio desta cidade. | |
| 1881 | Eu estava certo de que minha mãe tinha duas personalidades, uma inócua e humana, a outra misteriosa. Esta outra emergia somente de vez em quando, mas cada vez que isto acontecia era inesperado e amedrontador. Ela falava com se estivesse conversando consigo mesma, mas o que ela dizia era para mim e acertava o fundo de meu ser me deixando tonto em silêncio. | |
| 1882 | Minha primeira memória concreta de brincar com tijolos e contruir torres que eu depois destruia com um "terremoto". | |
| 1883-84 | No jardim de minha casa havia um muro de pedras,... e em frente a este muro havia uma elevação com uma pedra que era a minha pedra. Frequentemente quando eu estava sozinho, eu me sentava nesta pedra e começava um jogo imaginário que era o seguinte:"Eu estou aqui assentado em cima desta pedra e ela esta embaixo".Mas a pedra também podia dizer ëu" e pensar: "Eu estou aqui deitada nesta eleação e ele está sentado em cima de mim". A questão aí surgia:"Eu sou aquele que está assentado em cima da pedra, ou eu sou a pedra na qual ele está assentado?" Esta pergunta sempre me deixava perplexo, e eu me levantava e ficava pensando quem era o quê agora. A resposta sempre permanecia obscura e minha incerteza era acompanhada de um sentimento curioso e fascinante de escuridão.. Mas não havia dúvidas que o que quer quer fosse, esta pedra surgia numa estranha relação comigo. Eu podia sentar nela por horas, fascinado pelo enígma que ela produzia. | |
| 1884 | Minha mãe teve uma garotinha, Gertrude...era uma criatura que parecia terrielmene desapontadora: um rosto vermelho e enrugado como um homem velho, o olhos fechados, e provavelmente tão cega quanto um cachorrinho. Nas costas a coisa tinha uns poucos fios longos de cabelo vermelho que me mostraram - será que ela era para ser um macaco? Eu fiquei chocado e não sabia o que sentir. | |
| 1885 | Eu tinha uma caixa de lápis envernizada, amarela, do tipo comumente usada por crianças da escola primária, com uma pequena trava e a costumeira régua. Na ponta desta régua eu entalhei um pequeno homenzinho de 5 cms de comprimento com uma casaca, chapéu e botas pretas brilhantes. Eu o colori com tinta preta e cortei-o fora da régua e o coloquei na caixa onde fiz para ele uma pequena cama. Eu até fiz uma coberta com um pedaço de lã. Na caixa eu também coloquei uma peda rolada preta do rio Reno que eu pintei com guache para parecer com ose fosse dividida em uma parte de cima e uma de baixo e que eu carreguei por muito tempo no meu bolso. Esta era a pedra dele. E tudo isto era um grande segredo. | |
| 1886 | * A idéia de Deus começou a me interessar. * Jung ingressa no Ginásio em Basiléia |
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| 1887 | ¤ Jung consegue vencer uns ataques de desmaio que sofria a alguns meses e
usava como desculpas para não estudar. "Poucas
semanas depois eu retornei à escola e nunca mais sofri um outro ataque. Foi quando eu
compreendi o que era uma neurose." ¤ Aqueles dias viram o começo de minha consciência.. ¤ Uma outra experiência ocorreu naqueles dias. Eu estava indo paa a escola...quando de repente num flash eu tive a impressão de ter acabado e emergir de uma nuvem densa. Eu imediatamente soube: Agora eu sou eu! |
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| 1888 | *As aulas de
Matemática se tornaram para mim puro terror e tortura. * Aí, para minha grande confusão, ocorreu-me que na realidade eu era duas pessoas. Uma delas era o estudante que não dava conta de aprender algebra e longe de ter certeza de si mesmo; o outro era importante, uma alta autoridade, um homem que não se podia brincar tão poderoso e influente como um industrial. Este "outro" era um velho que vivia no século XVIII e usava sapatos de fivela e uma peruca branca e dirigia uma charrete com rodas grandes traseiras e uma caixa entre ela amarrada por tiras de couro. * Nesta época, também, eu comecei a duvidar de tudo que o meu pai falava. Quando o ouvia pregar sobre graças eu sempre pensava em minha experiência. O que ele dizia soava vazio, como a alguem que narra um conto por sabê-o de cor mas não pode acreditar em si mesmo. Eu queria ajudá-lo mas não sabia como. E ainda eu era muito tímido para contar-lhe minha experiência ou me meter em suas preocupações.Por um lado eu me sentia muito pequeno e por outro eu tinha medo de jogar na cara dele aquela autoridade que minha "segunda personalidade" me inspirava. *De repente eu compreendi que Deus era, pelo menos para mim, uma das experiências mais certas e imediatas. * Usando a biblioteca de meu pai,..., li todos os romances de Gerstäcker, a traduções alemãs dos romances clássicos Ingleses,...,literatura Alemã,drama, poesia, história e mais tarde, ciências naturais. * Somente em Meiter Eckhart eu sentia o sopro da vida. O intelectualismo Aristotélico de São Thomas parecia a mim mais sem vida do que um deserto. Hegel me desanimava com sua linguagem, tão arrogante quanto laboriosa. Schopenhauer foi o primeiro a falar do sofrimento do mundo e tinha a minha aprovação incondicional, mas não sua solução para o problema a qual eu achava inadequada....Com isto fiquei interessado em Kant e sua Crítica da Razão Pura que me pôs para pensar. |
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| 1889 | A medida que eu crescia, eu não tinha uma noção clara do que eu queria ser. Meus interêsses me levavam em direções diferentes. Por um lado eu estava fortemente atraído pelas ciências, com suas verdades baseadas em fatos; por poutro eu era fascinado por tudo que tinha a ver com religião comparada. Nas ciências eu era atraído principalmente pela zoologia, paleontologia e geologia; em humanas era arqueologia pre-histórica, Greco-Romana e Egipcia. | |
| 1890 | ¤A questão de
minha escolha profissional estava cada vez mais perto...e à medida
que a matrícula se aproximava e nós tinhamos que decidir a faculdade para me registrar,
eu abruptamente me decidi pela ciência...Esta decisão aparentemente repentina tem uma
razão de ser. Algumas semanas antes, enquanto nº. 1 e nº. 2 estavam brigando por uma
decisão eu tive dois sonhos. No primeiro eu estava em uma floresta escura espalhada ao
longo do Reno. Eu cheguei em uma colina e comecei a cavar. Depois de um tempo, para minha
surpresa, eu encontrei alguns ossos de animais pre-históricos. Isto me interessou
profundamente, e naquele momento eu soube: Eu tenho que conhecer a natureza, o mundo em
que vivemos e a coisas que nos cercam. Aí veio o segundo sonho. De novo eu estava em uma floresta entremeiada por cursos d'água, e no lugar mais escuro eu vi um poço redondo. Meio imerso na água havia uma criatura das mais estranhas e mais maravilhsa: um aniomal redondo em tonalidades opala e constituida por inúmeras pequeninas células, ou orgãos como se fossem tentáculos. Era uma gigante aspiral medindo uns 90 cms. Parecia a mim indescritívelmente belo que aquela criatura estivesse alí, deitada, impertubável naquelas águas. Aquilo fez crescer em mim um intenso desejo por conhecimento que eu acordei com o coração disparado. Ficou claro para mim que eu estava vivendo em uma época e um lugar onde a pessoa tinha que ganhar a sua vida....e de repente veio a mim que eu podia estudar medicina. Estranho pois eu nunca havia pensado nisto. ¤ Nesta época eu tive um sonho que me assutou e encorajou ao mesmo tempo. Era nite em algum lugar desconhecido e eu estava lentamente forçando o meu caminho contra um vento muito forte. Havia uma neblina forte por toda parte. Eu tinha as minhas mãos em concha em torno de uma luz muito fraca que ameaçava se apagar a qualquer momento. tudo dependia de eu manter esta luz acesa. De repente eu percebi que havia alguma coisa chegando por traz de mim. Eu olhei para traz e vi uma figura gigantesca me seguindo. Mas ao mesmo tempo eu estava consciente, que apesar de meu pavor, que eu devia manter aquela luz frágil por toda a noite, apesar de todos os perigos. Quando eu acordei eu imediatamente percebi que a figura era a minha própria sombra nas brumas esvoaçantes trazida à vida pela pequena luz que eu estava carregando. Eu sabia também que aquela pequena l;uz era a minha consciência, a única luz que eu tinha, apesar de infinitamente menor e mais frágil em comparação aos poderes da escuridão, ainda era uma luz, minha única luz. Este sonho foi de grande iluminação para mim. Agora eu sabia que o nº. 1 era o portador da luz, e que o nº. 2 seguia ele como uma sombra. |
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| 1892-94 | Eu mantive inumeras discussões com o meu pai...Eu via que as minhas
questões criticas o faziam ficar triste, mas eu nunca tive a esperança de uma conversa
construtiva, pois parecia quese que inimaginável para mim que ele não tivesse tido uma
experiência de Deus, a mais evidente de todas as experiências... Estas discussões não tinham resultado algum e exasperavam meu e eu, e no final nós as abandonamos cada um com o peso de seu próprio sentimento de inferioridade. Teologia tinha nos alienado, um do outro. |
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| 1895 | Comecei meus estudos na Univesidade de Basiléia...e finalmente os portões dourados da universitas litteratum e a liberdade acadêmica estavam abertos para mim. | |
| 1896 | Morre o pai de Jung. | |
Casa de Jung em Kusnacht |
1898 | Comecei a me preocupar mais seriamente sobre a minha carreira como
médico. A escolha estava em cirurgia e medicina interna. Entretanto nas férias de verão, algo aconteceu que estava destinado a me influenciar profundamente. Um dia eu estava em meu quarto estudando. No quarto ao lado, minha mãe. Na sala havia uma mesa grande e redonda que veio como herança de minha avó por parte de pai, e naquela época ela devia ter uns setenta anos. Minha mãe estava assentada perto da janela a um metro de distância da mesa. Minha irmã estava na escola e a empregada na cozinha. De repente ouviu-se um barulho parecendo um tiro de revolver. eu pulei e corri até lá. Minha mãe estava na cadeira de balanço com uma cara de espanto, o tricô havia caido de suas mãos. E ela disse: "O que aconteceu? Foi bem aqui do meu lado", e olhava para a mesa. Seguindo o seu olhar, eu vi o que tinha acontecido. O tampo da mesa havia se partido da beirada até o centro, e não ao longo de uma junção, a rachadura ia direto atravéz da madeira sólida. Uma mesa que havia se secado por mais de setenta anos - como ela poderia se partir em um dia de verão com um grau de humidade relativamente alto característico de nosso clima? Se ela estivesse perto de um fogão quente em um dia seco de inverno, aí seria aceitável. Minha mãe balançou a cebeça e disse: "Sim, isto significa alguma coisa". ...e...certo dia lendo um livro de psiquiatria...o autor chamou a psicose de "doenças da personalidade". Meu coração de repente começou a bater. Eu tive que me levantar e tomar fôlego. Minha excitação era tão grande que se tornou claro para mim, num flash de iluinação, que para mim a úica meta possível era a psiquiatria. Aqui havia duas correntes de meu interêsse correndo juntas em um só curso. Aqui havia o campo empírico comum aos fatos biológicos e espiritual o qual eu havia procurado em todo lugar e não encontrado em lugar nenhum. Aqui finalmente era o lugar onde a natureza e o espírito se encontravam e se tornavam uma realidade. |
| 1900 | Eu assumi um posto como segundo assistente de Eugen Bleuler, médido-chefe no Burghölzli Mental Hospital em Zurich. | |
| 1902 | Tese de Doutorado: "Sobre a Psicologia e a patologia dos fenônmenos ditos ocultos." | |
| 1905 | Eu me tornei professor palestrante em Psiquiatria na Universidade de Zürich, e também Médico Senior na Clínica Psiquiátrica. | |
| 1907 | Jung se encontra com Freud. Dizem que foi o encontro do século. Se envolveram em uma conversa que atravessa toda a noite, tamanho era o entusiasmo dos dois em trocar conhecimentos. Jung mesmo correndo riscos em sua carreira e vendo as limitações comprometedoras nas teorias de Freud torna-se um de seus principais colaboradores. Escreve "Psicologia da Demência Precose." | |
| 1909 | Eu
tive que pedir demissão (do posto de médico)(...) porque simplesmente eu estava até o
pescoço de trabalho. Estabelece assim sua clínica particular. |
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| 1910 | Jung se torna o Primeiro Presidente da Associação Psicanalítica Internacional. | |
| 1912 | Jung levando seus estudos adiante acaba por divergir da Psicanálise e uma dolorosa ruptura ocorre entre os dois, iniciando assim um período difícil e delicado de sua vida. | |
| 1913 | Continuei minha vida acadêmica até este ano. Eu lecionava Psicopatologia
e também os fundamentos da Psicanálise Freudiana, como também Psicologia dos
Primitivos. Estes eram os meus principais assuntos. Durante os seis primeiros meses minha
aulas tratavam principalmente com a hipnose, e também com Janet e Flournoy. Mais tarde o
problema da Psicanálise Freudiana tomou a frente. Em meus cursos de hipnose eu costumava inquirir sobre a história pessoal dos pacientes que eu apresentava aos estudantes.Um caso eu me lembro muito bem. Uma mulher de meia-idade, aparentemente com fortes laços religiosos, apareceu um dia. Ela tinha 58 anos e chegou apoiada em muletas, ajudada por uma gorvenanta. Por 17 anos ela sofria de uma paralisia dolorosa em sua perna esquerda. Eu coloquei-a confortavelmente em uma cadeira e perguntei-lhe sobre sua história. Ela começou a contar, e olha que terrível - toda a história de sua doença mostrou-se de uma grande circunstancialidade. Finalmente, eu a interrompi e lhe disse: "Bom, agora nós não temos mais tempo para conversarmos. Eu agora vou hipnotizar você". Eu mal havia falado quando ela fechou os olhos e caiu num transe profundo - sem qualquer hipnose! Aquilo me fêz pensar, mas eu não a interrompi. Ela começou a falar sem pausas, e relatou um sonho muito interessante. Eu entretanto não o compreendi até anos mais tarde. Naquela época eu assumi que ela estava em algum tipo de delírio. A situação estava ficando cada vêz mais desconfortável para mim... Com meia-hora disto, eu queria acordar a paciente. Ela não aocrdava. Eu fiquei alarmado; e me ocorreu que eu pudesse inadivertidamente colocado em uma espécie de psicose latente.. Levou 10 minutos para eu conseguir acordá-la. Durante todo o tempo eu me preocupei em não demonstrar o meu nervosismo aos estudantes. Qaundo am ulher voltou ela estava meio confusa e eu lhe disse Ëu sou o médico e está tudo bem". Com isto ela gritou, "Eu estou curada!" Atirou fora as muletas e começou a andar. Meio sem graça eu disse aos estudantes,"Agora vocês viram o que pode ser feito com a hipnose!" Pra falar a verdade eu não tinha a menor idéia do que tinha acontecido. Esta foi uma das experiências que me apressaram a abandonar a hipnose. Eu não podia entender o que tinha acontecido, mas a mulher de fato estava curada. Jung dá o nome à sua psicologia de Psicologia Analítica |
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| 1916 | Jung aprimora seus estudos sobre os gnósticos, escreve "Sete Sermões aos Mortos"e "A Função Transcendente". | |
| 1920 | Eu entalhei na madeira duas figuras similares sem ter a menor lembrança de minha experiência da infância. Uma delas eu a tive reproduzida em pedra, e esta figura agora fica em meu jardim em Küsnacht. Foi só quando eu estava fazendo este trabalho, que o inconsciente me forneceu um nome. Eu chamei a figura de Atmavictu - o "sopro da vida". | |
| 1921 | "Tipos Psicológicos" | |
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1923 | Construção da torre perto do lago de Zurique; Jung trava amizade com Richard Wilhelm (autor do "I Ching - O Livro das Mutações") |
| 1924 | Visita aos índios Pueblo do Novo México (EUA); | |
| 1925 | Expedição a Uganda, ao Quênia, às margens do Nilo; visita aos Elgonys no Monte Elgon; | |
| 1928 | "O Eu e o Inconsciente"; | |
| 1929 | Comentário de "O Segredo da Flor de Ouro"; | |
| 1932 | Prêmio de literatura em Zurique; | |
| 1933 | Viagem ao Egito e Palestina; | |
| 1936 | Doutor "honoris causa em Harvard (Massachussets); | |
| 1938 | Viagem à Índia, a convite do governo britânico; presidente do Congresso Internacional de Psicoterapia, em Oxford; membro da Real Sociedade de Medicina; | |
| 1940 | "Psicologia e Religião"; | |
| 1944 | Nomeação para a cátedra de Psicologia da Faculdade de Medicina de Basiléia; "Psicologia e Alquimia"; | |
| 1945 | Doutor "honoris causa" da Universidade de Genebra; | |
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1948 | Inauguração do Instituto C. G. Jung em Zurique; |
| 1951 | "Aion"; | |
| 1952 | "Sincronicidade" e "Resposta a Jó"; | |
| 1955 | Morte de sua mulher a 27 de novembro; "Mysterium Conjunctionis"; |
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| 1957 | Jung inicia a tarefa de escrever Memórias, Sonhos e Reflexões assistido por Aniela Jaffé, por sugestão da Drª. Jolande Jacobi. Dá a famosa entrevista à BBC de Londres. | |
| 1961 | Morre Jung com 86 anos deixando uma obra que ainda hoje é considerada revolucionária. No dia 06 de Junho, dez dias antes terminara o ensaio para o Livro "O Homem e seus Símbolos". | |
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Extraído do livro Memories, Dreams and Reflections by C.G. Jung - recorded and edited by Aniela Jaffé | |
| Criada em 02 Set 2000 | Última Atualização em 25 fev 2003 |