OBRAS  DE JAMES HILLMAN

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Hillman, James nasceu em Atlantic City New Jersey em 1926. Em 1959, tirou o seu  Ph.D. na University of Zurich e ganhou o seu Diploma de Analista no C. G. Jung Institute in Zurich. Suas atividades públicas percorrem um período de 35 anos: 1960 to 1995. Depois de se graduar no Trinity College, Dublin, Irlanda, ele começou sua prática analítica em 1955.

Em 1959 ele se tornou o primeiro Director of Studies do C.G. Jung Institute, Zurich, Suiça, onde permaneceu até 1969, completando o seu doutorado summa cum laude na University  no mesmo ano.

Em 1960, seu primeiro livro importante foi publicado em Londres: Emotion: A Comprehensive Phenomenology of Theories and Their Meanings for Therapy (Emoção: Uma Fenomenologia Compreensiva das Teorias e seus Significados para a Terapia) .

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Em 1966, ele se juntou ao círculo Eranos de palestrantes anuais apresentando 15 trabalhos em  Ascona até 1989.

Em 1970 ele se tornou editor da Spring Publications e lançou um movimento dentro da Psicologia Junguiana rumo a Imaginação da Cultura, com o objetivo de extrair a terapia de seu confinamento do consultório para incluir aos seus cuidados desordens mais amplas do coletivo. Ele chamou a isto de terapia de idéias e não só de pessoas. Este movimento do pensamento foi chamado de "psicologia arquetípica" numa contra distinção à psicanálise e à psicologia analítica cujos foco era principalmente personalístico e clínico.

Sua direção no trabalho psicológico se comprovou pioneiro e útil, testemunhado por muitos acadêmicos, clínicos, artistas, escritores e ativistas urbanos que usaram a sua abordagem em seus trabalhos.

Desde seu retorno para os Estados Unidos (para Dallas, Texas em 1978 e Thompson, Connecticut em 1984) depois de residir principalmente na Europa desde 1946, suas diversas atividades e escritos têm sido concernentes com as questões americanas e voltado a psicologia profunda para o mundo.

James Hillman foi um dos fundadores do Dallas Institute of Humanities and Culture, que focava o design urbano, educação pública e consciência cívica.Foi professor no Men's Retreats (também um retiro de cultura mista e para ambos os sexos) nos Estados Unidos, na Irlanda e Inglaterra. Seu interesse pelas artes o levou ao ensino anual no Expressive Arts Program na Lesley College e a apresentar workshops com a coreógrafa Debra Call em "Mito e Movimento". Também tem dado palestras na Associação de Arte Terapia e escrito para revistas de arte americanas e italianas. Apresentou suas idéias sobre alma, depressão e estética nos programas da BBC TV: Affair of the Heart, Kind of Blue e na série Architecture and Imagination.

Foi Patrono e Apresentador na Conferência bianual Mito e Teatro em Avignon, França. Com Robert Bly e Michael Meade editou uma extensa antologia poética. James Hillman atuou também como Supervisor e Professor de Analistas junguianos em treinamento. Foi destacado no New York Times Magazine (abril de 1995) por seu papel no "retorno da alma" para a Psicologia Americana. Seu último trabalho aclamado nacionalmente, um best seller, publicado por Random House, é O Código Do Ser: Uma Busca do Caráter e da Vocação Pessoal.

Aspectos pioneiros do trabalho de James Hillman refletem a variedade de áreas de suas investigações. O termo alma foi reintroduzido no discurso psicológico através de seu livro de 1964, Suicídio e Alma. Seguindo os passos de Nietzsche, Freud, Jung e Roscher, Hillman devolveu as psicopatologias às suas bases míticas. Mais adiante alargou a psicoterapia baseando sua abordagem no modelo da Renascença, pelo qual ganhou a medalha da Commune em Florença, em 1981. Os fundamentos foram esboçados em suas conferências na Yale University (publicados como ReVisioning Psychology, 1975.) Esses fundamentos incluem: personificação mais do que conceituação abstrata dos dominantes psíquicos; um estilo mais literário que científico; uma configuração politeista da psique mais do que um self teísta unificado; foco na psicologia da cultura e do meio ambiente mais do que exclusivamente no sujeito.

Existem traduções dos trabalhos do Dr. Hillman em italiano, alemão, português, japonês, sueco, húngaro, dinamarquês e espanhol. Uma completa bibliografia de seus livros, ensaios, entrevistas e apresentações está listada no livro Psicologia Arquetípica. Para mais informações sobre James Hillman visite a James Hillman Homepage

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ANIMA - Anatomia de uma noção personificada - São Paulo:Cultrix,1990 - 202 p "Anima" é o termo que Jung  utiliza para denominar a dimensão feminina da psique do homem. Nesse livro,   James  Hillman aprofunda conceitos e definições das imagens da anima, seguindo de perto as palavras de Jung sobre o tema, as quais são transcritas nas páginas de numeração par e,  nas  páginas ímpares, estão  registrados os comentários de Hilmann. 
& Ventura, Michael - CEM ANOS DE PSICOTERAPIA...  E O MUNDO ESTÁ CADA VEZ PIOR  São Paulo: Summus,  1995  - 223 p. Diálogos  entre o psicólogo James Hillman e o jornalista/escritor Michael Ventura sobre temas relacionados com a vida, a psique e a sociedade.
CIDADE & ALMA -  São Paulo: Stúdio Nobel, 1993 - 174 p. Coletânea de estudos de James Hillman sobre o tema: artigos, ensaios  e textos publicados  em revistas; bem como conferências inéditas.  Cidade  & Alma,  na forma como foi concebido e organizado,  é um livro que só existe em língua portuguesa e editado no Brasil.  Nesses trabalhos, Hillman declara que os sintomas que mais agridem o indivíduo resultam da alma do mundo, que está doente.
CÓDIGO DO SER  (O) - Uma busca do caráter e da vocação pessoal  Rio de Janeiro: Objetiva, 1997 - 355 p. Contém a teoria da semente do carvalho, elaborada por  James Hillman, segundo a qual a essência de  cada vida é uma  vocação que a leva para um determinado destino. O autor faz uma analogia: assim como a semente de carvalho traz em suas células o destino da árvore, assim também o homem traz em si as marcas do que há de desenvolver. 
Encarando os Deuses  São Paulo:Cultrix, 1992 - 191  p. Hillman oferece nesta obra estudos independentes sobre alguns deuses para facilitar a compreensão dinâmica da mitologia. Na sua opinião, o conhecimento dos deuses presentes na mitologia é um requisito para o autoconhecimento.
ENTRE VISTAS  São Paulo:Summus, 1989 - 199  p. Conversa com Laura Pozzo sobre psicoterapia, biografia, amor, alma, sonhos, trabalho, imaginação e estados da cultura.
ESTUDOS DE PSICOLOGIA ARQUETÍPICA   Rio de Janeiro: Achiamè, 1978 - 234p. Hillman descobre a integridade e a necessidade da integração e a aceitação por inteiro das imagens sombrias. Em Traição ele examina o polo oposto e necessário do amor; em Cisma  eleadmite a cisão como um momento essencial da integração. E mais uma série de definições e esclarecimentos da prática da Psicologia Analítica.
FUNÇÃO SENTIMENTO (A) -  O autor faz uma distinção entre a função sentimento e as demais funções psicológicas refazendo conceitos equivocados a respeito do sentimento.
MITO DA ANÁLISE (O)  Rio de Janeiro:  Paz e Terra, 1984 - 275 p.  O autor questiona o mito encenado pela análise nos últimos setenta anos, colocando  em questão a própria análise através de suas principais tendências - freudiana e junguiana - examinando-as em relação  aos pressupostos teóricos em que estão fundadas.  Na parte UM "Sobre a Criatividade Psicológica". É reconhecido o poder criativo da análise e o quanto ela já foi necessária. Na parte DOIS "Sobre a Linguagem Psicológicas" , ele aponta os paralelismos entre a formação das modernas idéias européias e a linguagem patológica. Na parte TRÊS, " Sobre a Feminilidae Psicológica" , o autor aborda a questão da inferiorida feminina postda pela tradição ocidental e inerente àquela consciência.
PARANÓIA  Petrópolis: Vozes, 1993 - 87 p.  Uma  visão da paranóia dentro da psicologia junguiana. Hillman considera que os esforços psicológicos são sempre parcialmente paranóicos porque a psique não oferece uma perspectiva que lhe seja exterior. Por isso, o indivíduo não consegue romper ou ultrapassar o círculo estabelecido pela sua própria  visão das coisas, da qual é eterno prisioneiro. 
PSICOLOGIA ARQUETÍPICA - Um breve relato  São Paulo: Cultrix, 1992 - 125p. Nesse trabalho, o autor descreve a herança intelectual da psicologia arquetípica e clarifica as raízes  metafóricas que governam sua prática. É um texto introdutório e básico à psicologia arquetípica.
SUICÍDIO E ALMA  Petrópolis: Vozes, 1993 - 231 p. Trabalho sobre os temas da morte e do suicídio e sobre as questões sombrias envolvidas  nesses assuntos: agressão, chantagem, vingança, ódio-do-corpo e  sado-masoquismo.
UMA BUSCA INTERIOR EM PSICOLOGIA E RELIGIÃO  São Paulo: Paulus, 1984 - 138 p. Livro constituído, na sua maior parte,  por conferências proferidas pelo autor,  a convite de ministros religiosos que trabalham em aconselhamento psicológico e pastoral. Nessas conferências, ele aponta os danos causados pela substituição da alma pela psique, afirmando que as questões relativas à alma devem permanecer no ambiente da busca interior e religiosa contemporânea. A cargo dos psicólogos ficaria o tratamento clínico dos problemas da psique. 

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Última Atualização em 25 fev 2003