Rei

Pode ser considerado um símbolo do SELF. Na alquimia, o rei é tanto a prima-matéria como o objetivo da OPUS ALQUÍMICA, na qualidade de rei transformado. Nas sociedades primitivas, ao rei ou ao chefe da tribo, eram atribuídas qualidades mágicas ou mana. Eles incorporavam um principio divino do qual dependiam o bem-estar físico e psíquico de toda a nação. Era o poder vital místico da nação. Se o Rei estava doente, o reino adoecia, os rios secavam, as árvore não davam frutos, os animais morriam.

Na Coréia, aos reis era atribuída a responsabilidade inclusive pelas condições atmosféricas e caso chovesse em excesso ou mesmo, que houvesse uma seca prolongada, o povo ou destronava ou matava o rei. Os suecos sempre atribuíram ao rei o fracasso ou o sucesso de suas colheitas, tanto que o rei Olaf foi oferecido em sacrifício a Odin, em conseqüência da escassez que houve durante seu reinado. Em todas as culturas, o rei era visto como sendo o sucessor do mágico, dai a dignidade atribuída ao processo sucessório real.

A imagem do rei simboliza uma postura masculina coletiva, que por vezes aprisiona o feminino, e seu princípio erótico. Como símbolo onírico, a figura de um rei é o arquétipo da perfeição, de autoridade, de poder e sabedoria. Sua coroação alude à culminação da evolução da pessoa que sonha.

A morte do rei simboliza um período de crise e transição, é a morte do princípio que rege a consciência de onde deve surgir uma nova consciência que aponte para a evolução do ser. A imagem do futuro rei traz implícita em seu simbolismo uma idéia de renovação. Um elemento ainda inconsciente tende à penetrar na consciência e permitir uma maior compreensão do SELF.

Junto com a Rainha, eles incorporam a união perfeita, o Sol e a Lua, o Céu e a Terra, Ouro e Prata. Normalmente o rei é representado pelo Sol, uma coroa, um cetro ou uma espada.

Quando coroado, mostra realização e vitória.

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Dicionário de Símbolos de Rendição Imagens Oníricas

® Sérgio Pereira Alves

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