Na alquimia, é um símbolo feminino
associado ao útero enquanto receptáculo de transformação. O "vasus hermeticus" para os
alquimistas era o recipiente no qual se fazia o trabalho alquímico de transformação.
Podia ser ainda chamado de vaso ou retorta. Usualmente, tratava-se de vasilhames de vidro
cujo fundo era arredondado para que pudesse caber num suporte de metal. Era submetido ao
calor e grande pressão, mas o selo não poderia ser rompido.
Ele é um símbolo de contenção, de manter os afetos e conflitos para que subam à superfície, mas sem derramar, espalhando-se. Essa imagem traz subentendida a idéia de que quem está empenhado no trabalho interior, não pode romper o selo e fugir das situações. Os conflitos devem ser contidos sem se projetarem para que possam ser transformados. Como o recipiente é algo fabricado pelo homem para conter o material a ser transformado, ele reflete a consciência.
Nos sonhos, se o recipiente aparece com furos ou buraco, pode estar indicando a dificuldade do ego vígil em manter as coisas em segredo. Na cabala, uma sephirah é considerada como um recipiente.
® Sérgio Pereira Alves