Arca de Noé
Simboliza o seio materno e é um símbolo do feminino, como todo container,
navio, nave; alémde poder ser associada ao vaso alquímico, o recipiente da
transmutação dos metais na alquimia. É comum que se encontre nos mitos dos heróis, uma
viagem em que são trancados em uma arca e entregues ao próprio destino, passando
posteriormente por um processo que corresponde a um renascimento.
O barco construído por Noé, por ordem de Deus, para acomodar a sua família, cerca de 50.000 espécies de animais e cerca de um milhão de espécies de insetos, durante o dilúvio divino destinado a destruir todos os outros animais e plantas da Terra. Os não familiarizados com a história podem perguntar-se porque é que Deus destruiria quase todos os descendentes de todas as criaturas que tinha criado. Parece que Deus estava desgostoso com todas as suas criações humanas, exceto Noé e família. Este método de aniquilar os que nos desagradam tornou-se uma táctica popular pelos seguidores deste e doutros deuses. O que é bom para Deus é bom para nós. O problema histórico do assassínio em nome da religião é que ninguém pode estar certo do que é que os outros consideram correto. Ou seja, um grupo de corretos contra outro grupo de corretos, geração após geração. É de admirar como tantos de nós escapamos.
Apesar do mau exemplo dado por Deus aos descendentes de Noé a história continua popular entre crianças. Deus gosta das pessoas boas. Deixa-as andar de barco com muitos animaizinhos. Mostra-lhes um grande arco-íris depois da tempestade. E vivem felizes para sempre. Até adultos gostam da história, embora a vejam como uma alegoria com uma mensagem espiritual, como Deus é todo poderoso e nós pertencemos-lhes, mesmo a nossa existência é a ele que a devemos. E ainda, o Criador espera que nos comportemos. Mas alguns tomam a história pelo valor literal.
De acordo com a história contada no capitulo 7 do Gênesis, Noé, a sua tripulação e os animais viveram juntos mais de 6 meses até as águas recuarem. Há pequenos problemas logísticos, mas antes de lá chegar há outros comentários a fazer. A destruição de pessoas e bens por inundações acontece desde tempos imemoriais. Ver alguém, uma criança, um cão, desaparecer num momento deve ser algo terrível e devastador. Mas se descobrimos que não foi obra da natureza, mas o ato voluntário de um ser consciente, podemos acrescentar raiva à sensação de devastação.
Pode-se argumentar que o mundo é de Deus; tal como o criou pode destruí-lo se o quiser. Mas isto não é apropriado para um Deus da Bondade, e do Amor. Seja como for, sejamos bons fundamentalistas e examinemos a história quanto à sua veracidade.
® Sérgio Pereira Alves